sábado, 17 de janeiro de 2009

Recordando... Manuel Bandeira

O Bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Página da Minha Agenda


Recado de um colega de sala.
5º SérieEscola
Ana De Carvalho Silveira

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O Corvo e a Raposa
O corvo, pousando numa arvore, segurava no bico um queijo. E a raposa, atraída pelo cheiro que de lá vinha, respondeu rapidamente à força deste estímulo e se pôs a jogar uma conversa cheia de agrado e artimanhas pra cima do corvo. - Olá corvo! Bom dia! Como você é bonito! Que penas lindas! Falando serio, se o seu canto tem alguma semelhança com a sua plumagem, você é uma figura rara, sem igual entre os moradores desse bosque.
Ao som dessas palavras o corvo quase que sufocado pela vaidade, não cabe em si de tão alegre. E, para mostras sua bela voz abre o bico até atrás e deixa cair ao chão o queijo que a raposa, ávida, logo, logo dele toma posse. - Oh, Corvo! Meu jovem corvo! Fique sabendo que todo adulador vive à custa daquele que o escuta. Não há dúvida de que essa lição vale, certamente, um queijo.
A raposa se retira e deixa o corvo lamentando-se da trapaça de que fora vítima. Depois de muito pensar, envergonhado, ele jurou, mas um pouco tarde, que noutra arapuca jamais o apanhariam.
LA FONTAINE

Esse texto foi passado pelo Professor Luis (de Português) no colégio IMACO. A prefeitura de BH transformou o ensino público numa verdadeira porcaria com essa história de escola plural. Tem nego saindo do 2º GRAU totalmente analfabeto. Não dá pra encarar, mas, ainda existem ótimos professores, muito bons mesmo. Pena que estejam desperdiçados nesse sistema de ensino totalmente falido.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Classificados Poéticos

Procura-se algum lugar no planeta
onde a vida seja sempre uma festa
onde o homem não mate
nem bicho nem homem
e deixe em pazas árvores da floresta.
Procura-se algum lugar no planeta
onde a vida seja sempre uma dança
e mesmo as pessoas mais graves
tenham no rosto um olhar de criança.

Troco um fusca branco
por um cavalo cor de vento
um cavalo mais veloz que o pensamento
Quero que ele me leve pra bem longe
e que galope ao deus-dará
que já me cansei deste engarrafamento...

Perdi maleta cheia de nuvens e de flores,
maleta onde eu carregava todos os meus amores
embrulhadosem neblina.
Perdi essa maleta em alguma esquina
e algum sonho
e desde então eu ando tristonho
sem saber onde pôr as mãos.
Se andando pelas ruas
você encontrar a tal maleta,
por favor, me avise em pensamento
que eu largo tudo e vou correndo...

Vende-se uma casa encantada
no topo da mais alta montanha.
Tem dois amplos salões
onde você poderá oferecer banquetes
para os duendes e anões
que moram na floresta ao lado.
Tem jardineiras nas janelas,
onde convém plantar margaridas.
Tem quartos de todas as cores
que aumentam ou diminuem
de acordo com o seu tamanho
e na garagem há vagas
para todos os seus sonhos.

Esses Classificados Poéticos, de Roseana Murray Lembram minha Quinta Série, Na Escola Ana De Carvalho Silveira e da inesquecível professora de Português, Dona Carminha.
Quem aprendeu verbos com ela, com certeza nunca mais errou.
Bons tempos aqueles...

domingo, 25 de maio de 2008

Poema de saudade


Se faz Silêncio
Extremo sofrimento vem me acabar
Não faz sentido
Esse lamento, meu chorar
Ao fim da festa
Sempre posso perceber
Que estou sozinho
Entre milhares
Falta você
Sua amizade, seu calor
Seu carinho singular
Sua ausência
É só o que posso achar
E a solidão
Vem logo me fazer sofrer
Por mais que eu tente
Em nada consigo ver você
Mas eu resisto,
Com a força da esperança em fim
Pois acredito
Que um dia terei você só pra mim
Seu amor enfim desabrochando em flores
Como o sol da manha dando fim à noite

Cleber R. Fonseca

(
hoje em dia essa enspiração parece ter sido substituida por um incrivel talento culínario, rsrsrs)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Estrela Natureza


Sá e Guarabira

Estrela natureza precisamos demais
De ter sempre por perto
Na calma e santa paz
Nos morros e nos campos
No sol e no sereno
Zelando por florestas
Cuidando dos animais
Mulher, e Mãe de todos
O que será de nós
Se a força do inimigo,
Calar a tua voz
Que sai dos passarinhos
Dos mares e dos rios
Dos vales preguiçosos
Dos velhos pantanais.

Conheci essa música quando eu estava na sétima série e tinha uma professora de artes super Legal (Gisele), que sempre passava músicas pra gente ilustrar.
meus desenhos eram péssimos, mas essa letra é ótima e fica a cada dia mais atual!

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Depois do Conhaque...

Texto do meu irmão maluco em 31/08/93

Quantas vezes a gente pensa que não é capaz de viver uma vida sem pensar no amanhã? Mas na realidade nós não devemos pensar no amanha não senhor, ou seja, menti. Nós temos Que pensar no amanha sim senhor, pois é pensando no amanhã que a gente pensa que deve pensar no amanhã.
Pesando no amanha é que a gente pensa na preservação, mas não na preservação da natureza como muitos pensam. Temos que pensar na preservação do ser humano e não das arvores e dos animais. temos que pensar que o menor abandonado só vai deixar de ser abandonado quando ele não for mais abandonado.
Para o menos abandonado deixar de ser abandonado, é preciso que a gente deixe de escrever bobagem e vá defender realmente a preservação do homem que é a própria natureza.

Prezado leitor, não era isso que a minha conceituada pessoa queria escrever realmente... Desculpem-me...

Cleber R. Fonseca

(eu avisei do conhaque, rsrsrsrs)